Hoje é domingo e a essas horas devia estar chegando da igreja, no entanto decidi que devia ficar em casa já que precisava estudar um pouco. Só que como sempre, com minhas grandes dificuldades em focar naquilo que realmente preciso fazer, acabei substituindo esta obrigação por um belo filme que vi começar e me interessou.
E isso foi o que fez toda a diferença no dia. Por isso estou aqui agora, porque sinto me meio cheia das boas mensagens que ele me deu, certamente muito maiores do que a pregação lá na igreja faria.
Pessoas que sofreram dramas e simplesmente vão em frente com leveza e paz, outras que dão mão a alguém sem pensar nos quês e porquês, gente sendo cristã sem saber, ou sem fazer a mínima questão de tornar isso algo importante.
E assistir a tudo isso me fez pensar, me fez querer mostrar esse filme a amigos da igreja, a minha família ou a quantos mais pudessem assistir, apenas pra que a beleza da simplicidade daquelas vidas fictícias, nos ajudassem em algum ponto a sermos melhores.
A partir daí comecei a conjecturar, a pensar se realmente poderiam ver essa mensagem, ou se eu mesma a veria em outro dia que não estivesse propícia a sentimentalidades.
E agora pra mim o ponto é que era um filme, muito bom, todavia um filme, e que belezas como aquelas estão por aí o tempo todo, no entanto nossos olhos na maioria das vezes não veem, os meus olhos não veem.
Eu queria ver mais, as vezes me enxergo como uma pessoa sensível, que tem essas percepções e esses momentos quase filosóficos, mas na maioria das vezes tenho sido dura, distante demais do que gostaria de ser, uma pessoa com as características que acabei de salientar sobre o filme, uma pessoa que é feliz independente das dores que já sofreu, que não está calejada e com isso se afasta de pessoas para as quais poderia ser útil por ter tantas vezes uma visão mais privilegiada das coisas, uma pessoa leve e que a paz transbordasse tanto que chegasse aos outros,e não uma pessoa conhecida pela agressividade e pelas palavras duras, um alguém que tivesse uma mão estendida, pronta a dar ou a ser aquilo que outros precisam, sem pensar nos quês e porquês, que não priorizasse tanto minhas próprias vontades, sonhos e ambições, que vive mais o que fala do que fala o que vive, enfim, alguém idílico pra mim.
Não agiria com falsa modéstia a ponto de não ver nada de bom no que sou, porém, posso dizer que esse filme me deu uma triste perspectiva, tenho andado um pouco longe de Deus, preciso tê-lo um pouco mais perto pra que essas lacunas sejam preenchidas.
De fato o bem que quero fazer não faço, porém o mal sai com muita naturalidade.
E esse filme-culto me ajudou muito hoje.
Obrigada Deus, porque vc fala comigo de maneira tão pessoal, principalmente quando não estou disposta a procurar ouví-lo.
domingo, 18 de setembro de 2011
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