quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Contagem Regressiva

Há um mês do grande dia, começo a pensar em clima de retrospectiva, penso em tudo que me aconteceu nesses 24 anos, 4 meses e nove dias de solterice, os fatos mais determinantes, as dores,as alegrias,as experiências, os amigos, a família, o que era importante, o que ainda é, o que foi marcante, o que foi banal,ou seja, tudo que me trouxe até aqui, há um mês da minha nova vida. Ao momento que dá uma guinada de 180º na vida de muita gente, e me pergunto o que será da minha, ou melhor, da nossa.

São tantos planos e um mundo a ser descoberto, coisas previsíveis, outras já vividas por amigos e família, que nos fazem pensar que casamento é em modos gerais sempre a mesma coisa, exercício de paciência, dedicação e amor.

Mas é o inesperado que faz gelar as mãos, que faz tremerem os joelhos, o desconhecido!

Na minha vida, toda mudança ou quase toda, é sinônimo deste estado de inquietação, mas de igual forma sempre foram bem aceitas, e com essa não será diferente, embora eu a considere a maior de todas.

Sair do meu ninho, onde eu sempre estive amparada, e voar com alguém que está na minha vida só a uns 3 anos (embora quase nunca lembre disso já que como diz a frase do nosso convite, "de alguma forma estavamos preparados para cruzar um o caminho do outro", o que é prebiteriano demais, mas se for bem interpretado quer apenas dizer que nossas vidas, nossas escolhas, nos levaram a esperar alguém exatamente como somos um para o outro, o que então torna muito normal toda a intimidade que existe, toda entrega, e cumplicidade inexplicavel a tão pouco tempo).

E agora voaremos juntos, vamos buscar o que é preciso pra construir o nosso próprio porto, e isso é assustador e magnífico ao mesmo tempo.

Mas eu a vida toda peguei meus desafios, piquei em pedacinhos e fui devorando aos poucos (sempre agindo inspirada em meus ovos de páscoa,rsrs), não farei diferente com este. Vou me deliciar com os pedaços aos poucos tentando não ter medo e daqui a uns 40 ou 50 anos, morrer com a certeza e ter aproveitado cada pedaço, cada momento.

Por hora, vou me ajeitando com o frio na barriga de quem ainda tem 30 dias para desembrulhar o pacote.

Desejando esse momento com todos os sentimentos que ele traz.

Caminhando, cantando... e roendo as unhas.

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