sábado, 7 de julho de 2007

Constatações - Um zilhão e trinta e dois

Não sirvo pra escrever em blog!
Ora, ora, que perspicaz!
Não tenho as ferramentas básicas pra escrever um blog, ou pelo menos um blog que seja uso da coletividade.
Não tenho a assíduidade necessária.
Os assuntos aqui abordados em geral só interessam a mim, quando muito.
Na grande maiorida das vezes não são compreendidos por ninguém e isso inclui a mim.
Percebo isso porque as meras duas pessoas que costumam ler, sempre me perguntam o que quis dizer com isso ou aquilo.
E nesses meus dias de confinamento, ou na verdade usando a expressão correta, de exclusão temporária do mundo virtual, percebi outras duas coisas que me fizeram reconhecer isso de uma vez por todas.
A primeira delas (embora ambas estejam claramente ligadas), não gosto de escrever nada em que realmente me envolva, nada meu, o que é meu gosto que fique guardado, por dezenas de vezes em que senti uma vontade louca de chorar ou de sorrir e coisas vieram a minha cabeça eu me retraí.
A segunda, sou estremamente ciumenta, possessiva (ou sabe-lá que nome mais possa ser usado pra definir) com minhas coisas, e sim coisas e não pessoas, -até porque não tenho pessoas, eu até já pedi uma de natal mas me disseram que tinha q fazer um montão de coisas pra funcionar direito, tantas que desisti -, e isso me impede de colocar pra uma gama indecifrável de pessoas o que julgo ter escrito de bom, lógico que sei que meu blog não é visitado nem por dez pessoas, quanto mais todo esse número que eu quis dizer, e sei também que não é uma prática tão constante eu escrever coisas boas, mas sim acreditem eu as escrevo, e nada no seguimento meu querido diário, coisas interessantes mesmo, mas tenho um medo terrível de entrar na internet um dia à tarde a procura de um receita de bolo de cenoura, e navegar tanto até encontrar com algo que eu fique de boca aberta no final da leitura e diga: acho q eu já lí isso em algum lugar! Até que pum! Minha cabeça funcione e eu me lembre que quem disse aquilo fui eu.
Não sei, tenho uma raiva quando leio algo que eu olho e penso o quanto aquilo combina com minha maneira de escrever, as vezes eu até acho que tem gente que lê isso aqui ou algum dos antigos, porque escrevem de maneira tão parecida que me sinto plagiada, tá é claro que não sou neurótica e sei que pessoas que nunca se viram podem se assemelhar e muito nesse tipo de coisa, mas pra evitar, prefiro guardar o que gosto, mesmo que nem corresse esse risco, talvez só eu goste, mas também prefiro não saber isso.
Então, essa é a da noite, eu não sirvo pra escrever em blogs.
Mas vou continuar escrevendo sempre que tiver vontade.
E claro que só os devaneios até aqui postados, pra coisas sérias, aguardem meu livro, assinado, reconhecido firma em três vias, pra não haver dúvida.
Não, não aguardem!

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