Estive lendo e relendo coisas, lembrando de outras e percebi (mas é claro que posso ter entendido tudo errado), que histórias de amor foram feitas pra dar errado,sim, ao contrário do que os folhetins, romances de banca de jornal (ou sabe-se lá de onde), sempre tentaram nos fazer acreditar, esse tipo de história não foi feita pra dar certo no final.
Amores impossíveis são sempre tão mais interessantes, ou até os que julgamos possíveis mas se arrastam em desencontros até o grande dia,são o q realmente levam-nos a suspirar, a imaginar como seria, o que poderia ou ñ acontecer,mas eis q num belo dia os mocinhos se encontram, veêm que alguns problemas q outrora eram tão enormes não passaram de meros mal entendidos,e quando isso acontece, é hora da cortina se fechar, é hora dos pombinhos ficarem a sós,pois sua história já não é mais interessante pra ninguém, além deles é claro.
Na verdade o que acontece é que os espectadores, querem vibrar, torcer, esperar, roer as unhas de expectativa, se imaginam vivendo até aquelas grandes confusões recheadas de amor e dor, que só uma bela história de amor pode dar. E quando o beijo enfim acontece, é como se a participação dos demais se encerrasse.
E é isso mesmo, toda dor narrada em minuciosas palavras, todas as músicas com letras que vinham de encontro ao sentimento daquela hora(incrível como encontramos poemas e letras de músicas q parecem compostas especialmente para esses momentos),toda celebraçãoda dor, todas as palavras q fluiam tão bem e emocionavam a qualquer passante, todos aqueles q compartilharam da dor e chegaram a dizer: "nossa, que amor bonito, pena que ñ pode acontecer",agora saem e no palco estão apenas os dois, aqueles pra quem tudo aquilo não foi apenas uma montagem teatral,era sangue o que vertiam e não uma espécie de tintura carmim, era dor, eram sonhos que pareciam desmoronar,eram planos sinceros que por algum tempo tornaram -se distantes demais.
E quando a cortina se fecha e o público sai, aquilo que ali resta é apenas mais um começo de ciclo, onde pode se imaginar que no próximo ato vem a calmaria,que alguns podem considerar como o fim da paixão e em breve o tédio,mas pra eles, é a vida tomando novos sentidos, amor sendo visto de diversos pontos, ciúmes, rotina, paixão,tudo isso que pode ser nada interessante a um mero espectador,mas que certamente quem viveu soube aproveitar.
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Há algum tempo atrás um visitante deste blog, imaginou que o título tivesse a ver com a fase que eu atravessava, mas não, foi apenas um título,sem ambição alguma de passar mensagem.
Hoje no entanto, é tudo q quero,uma outra história sempre.
A minha história, devia ser chamada de minhas histórias, foram diversas dentro de uma só, surpresas, conquistas, descobertas,angústias,dúvidas,medos,arrependimentos,dores,alegrias, êxtases,esperas e parando pra notar por um bom tempo ela daria um folhetim de muita audiência, com direito a várias torcidas diferentes, pra finais diferentes,bom,mas agora estamos aqui, com a parte q só NOS cabe.
A adrenalina baixou, rsr, embora a paixão ainda esteja aflorada,mas os momentos felizes e mais raros podem ser retratados com um leve tocar nos cabelos depois de uma noite corrida, um simples olhar q diz tudo, pode dar milhares de gargalhadas por nossas palhaçadas e em seguida olhando um nos olhos do outro ouvir: "eu quero passar minha vida toda aqui, do seu lado, ir pra onde for, e voltar pra cá, pro seu colo". Simples,bobo,sem graça,ñ sei, depende de que ângulo na história vc está.
E do meu, é fascinante.
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
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